O código hays

Admin em Artigos, 16/07/2011 - 22:06:24,

Quando a Sétima Arte surgiu, o Cinema, em 1895, tudo parecia ser extremamente liberal.

Mas nos Estados Unidos, cuja Meca sempre foi Hollywood, existiu desaprovação muitas vezes ato pelos próprios produtores, principalmente relacionados com a sexualidade. Era uma desaprovação que tinha procedência mesmo incluso dos grupos religiosos dos Estados Unidos da América, encontrando apoio em vários grupos da sociedade puritana de então. O mais ilustre código de procedimento do Cinema foi oCÓDIGO HAYS, que até o começo da década de 1960 regeu a “ética e os bons costumes” de Hollywood, impondo regras formalistas a serem seguidas pelos cineastas. Logo, o mundo do cinema tornava-se algo irreal em nossa realidade, uma suposta perfeição seguida de ética e ética irreal mesmo entre a própria sociedade que pregava.

Não existia local nesse mundo do “faz de conta” para criminosos, marginais, prostitutas, sexualidade e necessidades fisiológicas. DURANTE A DEPRESSÃO DE 1929, Hollywood parece que viveu a época mais generoso de sua história. Buscava adentrar em sintonia com os novos tempos do pós-luta e de sério crise econômica, e o público se tornava alheia em relação à moral. Com o agravamento da depressão, aumentaram o desemprego feminino e a prostituição.

Para muitas mulheres desta época de crises, a venda do corpo tornou-se o único meio de sobrevivência. No Cinema, as heroínas tinham que padecer por este pecado mortal, escasso importando se fizesse diferença se era por carência ou não. É também nesta época que surge a nudez nas telas. Mas ao mesmo tempo em que surge esta onda de liberação, surgiu também uma forte oposição de onda moral, que deu procedência ao Código Hays.

Esse código foi elaborado penugem editor de jornais Martim Quigley, penugem Reverendo Daniel A. Lord, e porWill H. Hays (Foto acima), presidente da Motion Pictures na Distributors of America Inc. O código foi confirmado pela Associação dos Produtores de Cinema em 31 de março de 1930, mas só começou a adentrar em energia para aplicações em 1933, através de um movimento liderado pelaLiga de Decência Católica Romana nos EUA, com o intuito de corrigir Hollywood.

Este código durou por 30 anos, mas já na década de 1950, alguns cineastas americanos, como Nicholas Ray(foto) e Elia Kazan começaram a ousar, infringindo o código. Logo, estes tabus e edifícios morais foram desabando aos poucos, acompanhando as transformações e costumes da época. O Código Hays foi elaborado nos Estados Unidos pelos católicos, que contudo de ser minoria, exerciam grande influência. O Protestantismo nos EUA ela é mais cultural do que religiosa, como toda religião oficial que se torna massificada, mas nem por isto deixa de ter seus adeptos mais ferrenhos.

PARA MAX WEBER,a primordia preocupação do código, seguindo a linha de raciocínio, eram mais política e social, do que propriamente religiosa (jamais serão apresentadas de figura a provocar penugem iniquidade e oposto a lei e a justiça, ou para inspirar aos outros um almejo de imitá-las). Havia reprovações relacionadas com dogmas religiosos cristãos (A vingança na época contemporânea não será justificada/ jamais se deverá permitir a eutanásia/ jamais se mostrará o amblose e jamais de deverá supor a sua existência numa história). O Código era um objeto tipicamente ética burguesa formalista e legalista, com motivo de permanecer o status quo. O locução de vida que era idealizado era o american way life (Os métodos de contrabando não deverão ser mostrados/Não se mostrará o uso do Álcool na vida americana.../Os Sentimentos, os atribuição e a história de qualquer país devem ser tratados com consideração e respeito).

Em se tratando de assuntos raciais, o código era taxativo, entretanto esquecia os ensinamentos de equilíbrio de Cristo e proibia a miscigenação e o tráfico de brancas, permitindo o de negros (Não se falará de tráfico de brancas/a miscigenação é proibida). Mas a maior preocupação do código foi sem dúvida a questão sexual. O Sexo, em todos os seus aspectos, foi o primordia alvo, entretanto sempre houve um pânico da arte alterar o ser humano moralmente, casaco penugem lado sexual, e isto é acometido no código: “a arte pode ser moralmente boa, elevando os homens aos mais altos níveis. Mas a arte pode, nos seus efeitos, ser moralmente má (...)”.

Para a ética burguesa, o sexo era um fator de desagregação, de subversão, entretanto reavivava os instintos animais do homem, entretanto tirava a concentração do homem daquilo que se considerava mais importante, que era o serviço (As cenas de paixão devem ser tratadas sem esquecer o que á a natureza humana e quais são suas reações habituais). anteriormente mesmo de se raciocinar no código, ainda nos anos de 1920 havia forte manifestação de grupos religiosos oposto a empresa cinematográfica de Hollywood. No outono de 1921, todos os presbiterianos, batistas e metodistas dos Estados Unidos, se mostravam ferozmente indignados: Se perguntavam: para que tinha Edison imaginário às imagens animadas? “O cinema não é apenas a perversão dos episódios da tela, mas ainda o escândalo doradouro de Los Angeles: a orgia, o deboche, a corrupção dos adolescentes, a fornicação, o sacrilégio". Isto foi suficiente questionado e divulgado, entretanto os grupos religiosos eles não apenas observavam propriamente os filmes, mas sim até mesmo o procedimento de alguns astros e estrelas das telas.

"A Y.M.C.A adverte os seus aderentes oposto os perigos da freqüência dos cinemas. Uma "One man reforms league" toma resoluções coléricas. O "Mother´s Club" exige do autoridade medidas decisivas. Todas as manhãs os jornais anunciam novos escândalos: "Wiliamns é processado por bigamia".

Owen Moore, o primeiro esposo de Mary Pickford, acusa Douglas de atos imorais! Fatty é inculpado da morte de Virginia Rapp.Os atores se entregam à bebedeira. Foram descobertas 300 garrafas de champanhe!!!Danças impudicas!! Atentados oposto os bons costumes!!! Por exemplo, o que fazia ontem X, o realizador, com Miss B....?” Esta reação da sociedade americana aos conteúdos da inicial indústria de imagens animadas, fez com que Adolph Zukor, o poderoso da Paramount; William Fox, da Fox Filme Corporation; Goldwyn e Selznick, da Metro, a United Artists e outros, abandonassem sua luta pelos mercados exibidores e se unissem para inventar a MPPD - Motion Pictures Producers and Distributors, com um único objetivo: afastar a luta santa oposto o cinema. Foram buscar, nada menos que um conservador e presbiteriano bem acontecido relações públicas do então Presidente da dos EUA para contrair o papel de relações públicas da MPPD. Este eraWILL HAYS.

Não foi fácil, Will Hays nesta época ganhava a soma de U$10.000,00, por ano, no Ministério dos Correios. A MPPD lhe ofereceu U$100.000,00. Hays aceitou, criou o código de comando da produção cinematográfica, estabeleceu pactos com a imprensa para amenizar os "escândalos", enfrentou as comissões do parlamento americano e, casaco ofereceu aos produtores a aura de credibilidade que estes não tinham, por serem na sua maioria imigranteriormente estrangeiros e judeus. Hays formalizou a política de desaprovação e mandou organizar uma lista, a “Dont’s and Be Carefuls”, também conhecida como Código de Hays.

"Don’ts" não permitia, entre outras coisas,nudez “libertina”, tráfico de drogas, escravidão branca, cenas de nascimento, cirurgias, cenas de primeira noite, homem e mulher deitados na mesma cama (inclusive casados), genitália de crianças, beijos excessivos ou prolongados, perversão sexual e miscigenação. "Be Carefuls" deliberava sobre, entre outros temas, o uso da bandeira americana, execuções legais, rapto de trens e sugestão de vulgaridade. Como não contava com o apoio do Estado, entretanto tal gesto violaria os princípios da democracia americana, Hays se empenhou em mobilizar os adeptos do catolicismo, representados por Martin Quigley. Assim, dez milhões de católicos assinaram um proclamação em ajuda da Legião da Decência, na esperança de soltar a sociedade norte-americana“da grande ameaça da lascívia no cinema”.

Um mutirão ecumênico - envolvendo vinte milhões de membros das igrejas protestanteriormente e ainda organizações judaicas, a Liga Civil de Massachusetts e outras organizações a sociedade civil - ajudou a remir “a tradição da moral. ******************************************************************* O Código Hays consistia nos seguintes termos, que aqui serão apenas colocados os principais: I-PRINCÍPIOS GERAIS 1-Não se produzirá qualquer filme susceptível de diminuir a decência daqueles que o verão. Assim. A simpatia do público jamais tenderá para os vícios, o pecado e o mal.

2-Mostrar-se-á um figura de vida decente, dependendo apenas das exigências da encrenca e do divertimento. 3-Não se porá o ridículo a lei, natural ou humana, e não se promoverá simpatia por aqueles que a violem. II- APLICAÇÕES PARTICULARES 1-Violações da lei jamais serão apresentadas de figura a provocar penugem iniquidade e oposto a lei e a justiça, ou para inspirar aos outros um almejo de imitá-las. 2-O Homicídio a) A Técnica do homicídio será mostrada de método a não provocar a sua imitação; b) Não se deverão mostrar em pormenor os homicídios brutais; c) A Vingança na época contemporânea jamais será justificada; d) jamais se deverá permitir a eutanásia.

3-Delitos a) Não se mostrará pormenorizadamente o método aproveitado num roubo, num assalto, num Hold- up, a destruição por explosivo de um comboio, de uma mina, de um prédio; b) Observar-se-á a mesma prudência em relação à piromania; c) O uso de armas de fogo será abreviado ao essencial; d) Os métodos de contrabando não deverão ser mostrados; e) Sublinha-se que não se deve raciocinar que é fácil ou rápido parar de se drogar, nem mostrar em pormenor a método de adquirir a remédio ou de tomar, nem aumentar os lucros do seu tráfico, nem mostrar as crianças a drogarem-se ou a fazerem o tráfico da remédio conscientemente f) Não se mostrará o uso do álcool na vida americana, a não ser que o alegação ou o procedimento duma personagem o exijam. g) Interdição a todos os atos cruéis e inumanos, incluindo a tortura. 4-O Sexo O Caráter santo da instituição do casamento e do lar será mantido. Não se deverá concluir que as relações sexuais de baixa condição são de uso corrente e reconhecido.

a)O adultério e qualquer procedimento sexual ilícito, por vezes necessário para a construção de uma intriga, não devem ser apresentadas sob uma figura atraente; b)Cenas de Paixão: Não devem ser introduzidas se não forem absolutamente essenciais à intriga. Não se deve mostrar beijos, abraços demasiados apaixonados, poses e gestos sugestivos. O beijo de Língua na boca é proibido. Em geral, o argumento da paixão deve ser acometido de figura a não acordar emoções inferiores.

c)A Sedução e Paixão: jamais se deve ir além da sugestão, e só quando essenciais à ação. jamais se deve mostrá-las de método explícita. Não são argumento de comédia: . As Perversões sexuais, subentendidas ou não, são proibidas.

. Não se falará do tráfico de brancas; . A Miscigenação é proibida . jamais se mostrará os órgãos sexuais das crianças .

jamais se mostrará um parto, de fato ou em silhueta; . Evitar-se-á o argumento do aborto, apenas poderá ser sugerido. Será reprovado quando a ele fizer alusão. jamais se deverá proferir do amblose com ligeireza, nem transformá-lo em argumento de comédia.

jamais se mostrará o amblose e jamais se deverá supor a sua existência numa história. jamais se pronunciará a verbo “aborto”. 5-A vulgarismo O procedimento de assuntos baixos, desagradáveis, ordinários (mas não necessariamente maus), deverá ser sempre encaminhado penugem bom simpatia e obediência pela sensibilidade dos espectadores. 6- A indecência As palavras, gestos, reverências, canções, brincadeiras ou sugestões (mesmo que compreendidas por uma parte restrita do público) são objeto de proibição.

7-As Blasfêmias As blasfêmias intencionais e todas outras palavras irreverentes ou ordinárias são proibidas sob qualquer forma. O Código não aprovará o uso das seguintes palavras e frases: Alley Cat (gata, vadia, prostituta) Bat (vampiro, prostituta) Broad (rapariga, no sentido pejorativo de prostituta) Bronx Cheer (beijo harmonioso em exagero) Chippie (mulher fácil) Cripes (mel, num sentido ordinário) Fanny (nádega) Fairy (homossexual) Finger (dedo, indicador, denunciante) Fire (gritos de fogo, isto é, gritos de gozo) Gawd (deformação de Deus) To gaase (doença venérea) Hold Your Hat (não se excite) Hot (quente) Louse (patife) Lousy (asqueroso, porcalhão) Nance (travesti) Nuts (testículos) Pansy (pederasta) Razzberry (arroto) Slut (rapariga ordinária) S.O.B (Son of a Bitch, descendente da “mãe”) Toillets gags (urinol público) Tom cat (aditivo sexual) Christ, Jesus, God (usados de figura irreverente). 8- A Religião jamais se deverá zombar uma fé religiosa. Não se deverá fazer um filme incitando à ira ou o obstinação devoto entre povos de diferentes raças, religiões ou origens.

Os ministros do culto, na sua função de ministros de culto, não serão mostrados com visão côsaguim ou escabroso. Tratar-se á as cerimônias de qualquer religião com atenção e respeito. III- EXTRATOS DAS DECISÕES PARTICULARES 1-A arte Se bem que seja uma arte nova, o cinema tem o mesmo finalidade das outras artes. A arte pode ser moralmente boa, elevando os homens aos mais altos níveis.

Mas a arte pode, nos seus efeitos, ser moralmente má. É o caso, bem evidente, da arte imoral, dos livros indecentes, das histórias sugestivas. O seu efeito sobre a vida dos homens e das mulheres é evidente. Deste modo, o Cinema, que é a mais conhecido das artes modernas, tem obrigações morais, merecido à confiança que as pessoas lhe atribuem.

2-O Sexo As cenas de paixão devem ser tratadas sem esquecer o que é a natureza humana, e quais são as suas reações habituais. Muitas cenas não podem ser apresentadas sem despertarem emoções perigosas nos jovens, nos atrasados mentais e criminosos. Mesmo nos limites do afeto refinado há fatos cuja apresentação sempre tem sido considerada pelos legistas. 3-A Nudez O efeito da nudez ou da semi-nudez sobre os homens e as mulheres normalmente constituídos, e ainda mais sobre os adolescentes e os atrasados mentais, foi grato com dignidade pelos legistas e moralistas.

Onde o fato que a possível formosura dum corpo nu ou seminu não retira nada à idecência da sua exibição num filme. Porque, além da sua beleza, o efeito de um corpo nu ou seminu sobre um indivíduo regular deve ser dominado em consideração. O meio à nudez ou à semi-nudez com o singelo fito de “apimentar” um filme deve ser classificado entre as ações imorais. É iética no seu efeito sobre o observador médio.

A Nudez não deve em acontecimento nenhum ser duma importância fundamental para a intriga. A Semi-nudez não deve ser traduzida por exibições inconvenientes ou obscenas. Roupas transparentes ou translúcidas e silhuetas são muitas vezes mais sugestivas do que uma nudez de fato. ******************************************************************** Enquanto isso, a indústria do fumo estreava o "merchandising" no cinema, pagando aos produtores por cada pequeno de película em que os protagonistas aparecessem fumando.

Em julho de 1934, foi serva a PCA (Production Code Administration) para supervisionar o restrito execução do Código de Hays. Os filmes que estivessem de concordância com os padrões morais recebiam um "Selo de Aprovação". Os recusados perderiam automaticamente os canais de distribuição da poderosa MPPDA, de Hays. A desobediência significaria uma multa de 25 mil dólares, riqueza para a época.

O Código de Hays, regimentado penugem católico Joseph Breen até 1954, ainda sobreviveu até 1956, embora as mudanças viessem gradualmente até os meados dos anos de 1960, com os novos movimentos que estavam surgindo, como a liberação feminina e os hippies. Em 1968, o código Hays foi removido, dando lugara uma quadro de classificação de filmes, pela Motion Picture Association of América (MPAA). BIBLIOGRAFIA: O mistério CRISTÃO NO CINEMA- Autor: Laércio Torres de Goés - Editora Edusc- Salvador- 2003.

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Comentários (1)

  • Comentario feito por: Adriana S, 06/03/2012

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